Ele mede apenas 33 cm, pesa 3,85 kg e se chama Oscar: este careca musculoso, banhado a ouro e que se ergue sobre um rolo de filme é o prêmio mais importante do mundo da sétima arte.
Ainda que o Urso de Ouro de Berlim ou a Palma de Ouro de Cannes tenham um enorme significado para os cineastas e para a comunidade do cinema independente, há quase um século o Oscar é visto por milhares de pessoas ao redor do mundo como um dos eventos mais egocêntricos de Hollywood: repleto de estrelas com roupas glamourosas.
A Academia das Artes e Ciências Cinematográficas criou o Oscar em 1927 para promover seus filmes e honrar o desempenho de atores, atrizes, diretores e outros realizadores, que competem em 24 categorias.
O diretor de arte do estúdio Metro-Goldwyn-Mayer, Cedric Gibbons, foi eleito para desenhar a estatueta: um cavaleiro desnudo e corpulento, com os braços cruzados segurando uma espada e parado sobre um rolo de filme.
A primeira cerimônia - simples e rápida - ocorreu no dia 16 de maio de 1929 no Hotel Roosevelt de Hollywood.
Desde a primeira cerimônia, milhares de troféus foram entregues em uma festa que se tornou um evento pomposo. As primeiras estatuetas eram de bronze, mas durante a Segunda Guerra Mundial - devido à escassez de metais - os troféus começaram a ser feitos de gesso, sendo logo substituídos pelas atuais figuras banhadas a ouro e prata.
O troféu não foi sempre chamado de Oscar, mas sua forma não mudou desde seu nascimento, exceto quando foi acrescentado um pedestal, em 1945.
Uma lenda indica que a responsável pela biblioteca da Academia e eventual diretora-executiva Margaret Herrick achava a estátua muito parecida com seu tio Oscar. Então, seus funcionários começaram a se referir à estatueta como Oscar.













