Existem pesquisas que corroboram a demanda por filmes dublados. Uma foi encomendada em 2008 pelo Sindicato das Empresas Distribuidoras Cinematográficas do Rio de Janeiro, responsável pelo mais completo banco de dados do setor no país. Ao radiografar hábitos e preferências de espectadores de todo o Brasil, a entidade revelou que 56% do público prefere filmes dublados, contra 37% da turma dos legendados — 7% ficaram no "tanto faz".
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A mudança de comportamento do público pode ser vista nitidamente na franquia X-Men. O primeiro longa começou com nenhuma cópia dublada; Em X-Men 3 foram 96 cópias dubladas contra 399 legendadas. No filme mais recente, as versões em português são maioria (255) em comparação com as com legendas (230).
— Exibidores que contam com mais salas buscam oferecer as duas opções, e em alguns casos têm priorizado as cópias dubladas. O que não pode é radicalizar — comenta Ricardo Difini Leite, presidente da Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas e sócio da rede gaúcha GNC.
— Antes, o filme dublado se direcionava a um perfil mais popular, mas passou a ser visto também em regiões mais nobres. As novas gerações não se importam com a voz original do ator, preferem curtir os efeitos especiais, sem ter de ler legendas.
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Segundo Caderno desta quinta












