A Verdadeira História do Alfabeto
Noemi Jaffe
Ficção. Companhia das Letras, 128 páginas, R$ 34 (em média). Autógrafos neste sábado, às 20h30min na Sala dos Jacarandás, no Memorial RS
A escritora e doutora em literatura brasileira Noemi Jaffe lança duas obras na Feira do Livro: O que os Cegos Estão Sonhando e A Verdadeira História do Alfabeto. A autora ainda participa neste sábado, às 17h30min, de um seminário que discutirá a escrita literária no século 21, na Sala dos Jacarandás, e dará continuidade à oficina de conto e crônica, iniciada na sexta-feira na Casa de Cultura Mario Quintana, a partir das 14h. Os livros serão autografados às 20h30min.
1 – O que o leitor encontra em O que os Cegos Estão Sonhando e A Verdadeira História do Alfabeto?
Noemi – O Que Os Cegos Estão Sonhando é baseado em um diário de guerra que a minha mãe escreveu durante a II Guerra Mundial. Ela foi prisioneira nos campos de concentração. É uma mistura de ficção e realidade sobre esses relatos. A Verdadeira História Do Alfabeto são histórias ficcionais sobre cada letra do alfabeto. Crio uma lenda em cima de cada letra, com uma história que explica a origem de cada uma.
2 – A senhora participa de um seminário que trata da escrita literária no século 21. É preciso uma nova escrita para as novas mídias? De que maneira?
Noemi – Acho que concordo muito com Seis Propostas do Próximo Milênio, do Ítalo Calvino. As seis coisas são importantes para essa nova escrita: visibilidade, rapidez, exatidão, multiplicidade, consistência e leveza. Eu acrescentaria outra coisa que acho fundamental: que as pessoas não parem de arriscar. Os livros estão ficando medianos e bem comportados. Acho que, como está tudo se burocratizando cada vez mais, é difícil que os escritores assumam o risco, com coisas fora do padrão. Mas é preciso criar novos padrões, novas culturas.
3 – Que dica a senhora daria para quem quer começar a escrever contos e crônicas?
Noemi – Ler muitos contos e muitas crônica. Consumir contos e crônicas de todos os tipos, línguas e tempos. E, claro, não parar de praticar.













