Em um banco perto de você07/11/2012 | 23h24

Curta, bem acomodado, o novo visual da Praça da Alfândega

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Curta, bem acomodado, o novo visual da Praça da Alfândega Félix Zucco/Agencia RBS
Visitante curte a Feira com um livro em área tranquila Foto: Félix Zucco / Agencia RBS

Para ler um livro denso

A Confissão da Leoa, de Mia Couto, exige um ambiente mais tranquilo para que o leitor possa apreender a essência complexa típica de seus enredos. A prosa do moçambicano é muito similar à poesia, narrando eventos que fogem do comum da narrativa realista. Os caminhos sinuosos e mais tranquilos na porção da praça situada entre a Rua dos Andradas e a Avenida Sete de Setembro facilitam a concentração necessária.

Para ler um livro leve

Acaba de ser lançado e já é um dos mais vendidos. Como costuma acontecer, Luis Fernando Verissimo presenteia seus fãs com outro best-seller. Diálogos Impossíveis é um apanhado de crônicas em que o autor inventa conversas entre figuras históricas e da cultura pop. Os textos curtos não exigem atenção contínua por longos períodos, e o leitor que não se intimidar com um dia de grande movimento pode encontrar uma brecha próximo à estátua equestre do General Osório.


Para ver gente e comer pipoca

É a região que melhor retrata a nova cara da Praça da Alfândega: depois de anos de obras, está bem mais convidativa ao lazer. As duas fileiras de bancos perto do monumento a General Osório são o melhor ponto para observar quem circula pela Feira. Aproveite também o fato de estar bem localizado no quesito guloseimas: tem o famoso Zé da Pipoca e a carrocinha do Pipocão (As Pipoqueiras), deliciosa novidade deste ano, vendendo até baldes de doce ou salgada a R$ 15.

Para curtir o namoro

Se a urgência do amor despontar, os casais podem escolher as sugestões do primeiro tópico. As barracas de frente para o Margs também escondem uma fileira de bancos. O que está atrás da editora 8Inverso, ao lado de um daqueles livros gigantes com trechos de obras, é um achado. O livro traz um conto de O Ovo Apunhalado, de Caio Fernando Abreu, que fala de cair no poço, cheiro do poço, umidade do poço... Não é exatamente romântico, mas vale pela certa privacidade.

Para bater um papo

Entre as estátuas de Mario Quintana e Carlos Drummond de Andrade e o prédio da Caixa Econômica Federal, há 14 bancos que ficam no meio-termo: o visitante desfruta de certa calmaria, mas sem se distanciar do burburinho. Vale para uma leitura rápida e serve como ponto de encontro - basta dizer que você está na fileira de bancos que começa nos poetas. O bate-papo com os amigos pode ser animado pelas múltiplas possibilidades de cobertura do Pipocão, ali do lado.

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