O vídeo abaixo está em inglês e mostra a preparação da viagem de Cameron e imagens da viagem realizada em 1960.
A volta chamada por Cameron de "um baita passeio chegou "gritando" à superfície em apenas 70 minutos nesta segunda. Saindo da cabine do submersível, o diretor-explorador levantou os polegares indicando que estava tudo bem e depois descreveu o que viu.
— Era desolador. Parecia a Lua — declarou — Não vi um peixe, não encontrei nada que parecesse vivo para mim além de uns poucos anfípodes (que parecem camarões).
Por se sentir tão desolado e não acreditar que poderia encontrar nada geologicamente ou biologicamente interessante, e por ter percebido um vazamento de óleo hidráulico no subermersível, que Cameron pode ter decidido encerrar a expedição depois de apenar três horas submerso. Projeções anteriores acreditavam que ele poderia ficar no fundo do mar por pelo menos seis horas.
O vazamento impediu que Cameron coletasse amostras vegetais e minerais, porque não foi possível usar o braço mecânico.
— Eu não podia coletar nada, então comecei a pensar que era o momento de retornar à superfície. Eu perdi vários propulsores, perdi todo o lado do estibordo. Foi quando decidi subir, eu não podia ir mais longe, estava girando um círculo — afirmou Cameron.
Antes desses problemas, já tinha sido impossível utilizar a isca, lançada pela equipe, que deveria aterrissar no fundo antes do pouso de Cameron e atrair predadores. Devido a um problema com o sonar, o submersível não pode localizar a isca.
Cameron continua otimista com relação às expedições.
— A próxima expedição tem que deixar algo para a próxima.
Antes da expedição realizada por Cameron, uma única viagem tinha chegado ao local mais profundo do oceano. Ela foi realizada em 1960 pelo suíço Jacques Piccard e pelo capitão da marinha americana Don Walsh. Já aposentado, Walsh declarou que era um prazer saber que Cameron tinha realizado a expedição com segurança e foi um dos primeiros a cumprimentar Cameron quando ele saiu do submersível.
Aos 57 anos, Cameron tinha um time de médicos a postos para atendê-lo quando saiu da embarcação, que era tão compacto que só comportava uma pessoa que não podia estender joelhos e braços.
Cameron se surpreendeu com a velocidade com que afundou e subiu à superfície.
— Decolei do fundo tão rápido que a coisa toda tremia — impressionou-se.
O submersível projetado por Cameron tem oito metros de comprimento e permite ao cineasta passar seis horas no leito submarino, período durante o qual ele planejava coletar amostras e filmar sua jornada com a ajuda de câmeras de alta definição tridimensionais e uma estrutura de 2,4 metros de lâmpadas de LED. Espera-se que ele tenha obtido imagens em 3D que possam ajudar os cientistas a compreender melhor esta parte inexplorada da Terra.
Segundo membros da equipe, por causa da profundidade extrema, as Fossas Marianas permanecem em escuridão permanente e a temperatura é apenas alguns graus acima da de congelamento.
Submarino
Embora seja mais conhecido por tesr sido o de filmes recordistas de bilheteria como "Titanic", "Avatar" e "Aliens", Cameron tem experiência com a exploração submarina.
Para fazer "Titanic", mergulhou 12 vezes no local onde estão os destroços do navio naufragado no norte do Atlântico e desenvolveu técnicas de filmagem em alto-mar e tecnologia de exploração.
As informações são da National Geographic









