Fundo do mar26/03/2012 | 15h01

Viagem submarina de James Cameron ao ponto mais profundo do oceano foi interrompida devido a vazamento

O diretor de cinema comparou a paisagem que vivenciou à superfície da Lua

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Viagem submarina de James Cameron ao ponto mais profundo do oceano foi interrompida devido a vazamento Mark Theissen,National Geographic/AP Photo
Cameron na volta à superfície Foto: Mark Theissen,National Geographic / AP Photo
O mergulho mais fundo da história, realizado pelo diretor de cinema James Cameron a bordo do submersível Mermaid Sapphire (Safira sereia, em tradução literal) foi abreviado devido a um vazamento. Cameron brincou dizendo que "tem que deixar algo para o próximo" explorador e comparou a superfície da parte mais funda do oceano, a uma profundidade de 10.898 metros, nas Fossas Marianas, no Oceano Pacífico, à paisagem lunar. O projeto está sendo realizado em parceria com a National Geographic e a Rolex.
O vídeo abaixo está em inglês e mostra a preparação da viagem de Cameron e imagens da viagem realizada em 1960.



A volta chamada por Cameron de "um baita passeio chegou "gritando" à superfície em apenas 70 minutos nesta segunda. Saindo da cabine do submersível, o diretor-explorador levantou os polegares indicando que estava tudo bem e depois descreveu o que viu. 

— Era desolador. Parecia a Lua — declarou — Não vi um peixe, não encontrei nada que parecesse vivo para mim além de uns poucos anfípodes (que parecem camarões).

Por se sentir tão desolado e não acreditar que poderia encontrar nada geologicamente ou biologicamente interessante, e por ter percebido um vazamento de óleo hidráulico no subermersível, que Cameron pode ter decidido encerrar a expedição depois de apenar três horas submerso. Projeções anteriores acreditavam que ele poderia ficar no fundo do mar por pelo menos seis horas.

O vazamento impediu que Cameron coletasse amostras vegetais e minerais, porque não foi possível usar o braço mecânico. 

— Eu não podia coletar nada, então comecei a pensar que era o momento de retornar à superfície. Eu perdi vários propulsores, perdi todo o lado do  estibordo. Foi quando decidi subir, eu não podia ir mais longe, estava girando um círculo — afirmou Cameron.

Antes desses problemas, já tinha sido impossível utilizar a isca, lançada pela equipe, que deveria aterrissar no fundo antes do pouso de Cameron e atrair predadores. Devido a um problema com o sonar, o submersível não pode localizar a isca. 

Cameron continua otimista com relação às expedições. 

— A próxima expedição tem que deixar algo para a próxima.

Antes da expedição realizada por Cameron, uma única viagem tinha chegado ao local mais profundo do oceano. Ela foi realizada em 1960 pelo suíço Jacques Piccard e pelo capitão da marinha americana Don Walsh. Já aposentado, Walsh declarou que era um prazer saber que Cameron tinha realizado a expedição com segurança e foi um dos primeiros a cumprimentar Cameron quando ele saiu do submersível.

Aos 57 anos, Cameron tinha um time de médicos a postos para atendê-lo quando saiu da embarcação, que era tão compacto que só comportava uma pessoa que não podia estender joelhos e braços.

Cameron se surpreendeu com a velocidade com que afundou e subiu à superfície. 

— Decolei do fundo tão rápido que a coisa toda tremia — impressionou-se.

O submersível projetado por Cameron tem oito metros de comprimento e permite ao cineasta passar seis horas no leito submarino, período durante o qual ele planejava coletar amostras e filmar sua jornada com a ajuda de câmeras de alta definição tridimensionais e uma estrutura de 2,4 metros de lâmpadas de LED. Espera-se que ele tenha obtido imagens em 3D que possam ajudar os cientistas a compreender melhor esta parte inexplorada da Terra.

Segundo membros da equipe, por causa da profundidade extrema, as Fossas Marianas permanecem em escuridão permanente e a temperatura é apenas alguns graus acima da de congelamento.

Submarino

Embora seja mais conhecido por tesr sido o de filmes recordistas de bilheteria como "Titanic", "Avatar" e "Aliens", Cameron tem experiência com a exploração submarina.

Para fazer "Titanic",  mergulhou 12 vezes no local onde estão os destroços do navio naufragado no norte do Atlântico e desenvolveu técnicas de filmagem em alto-mar e tecnologia de exploração.

As informações são da National Geographic

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