Entrevista25/03/2012 | 14h10

Maria Rita homenageia a mãe em espetáculo Viva Elis

Cantora fala sobre a emoção de cantar em solo gaúcho

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Maria Rita homenageia a mãe em espetáculo Viva Elis Divulgação/Divulgação
Projeto é parceria com o irmão João Marcello Bôscoli Foto: Divulgação / Divulgação

Tanto O Bêbado e a Equilibrista quanto Como Nossos Pais revelam por que Elis Regina é considerada a maior cantora da história da música nacional: a entonação perfeita, a emoção à flor da pele na interpretação e uma presença de palco como raros artistas têm sustentam esta afirmação.

Maria Rita está em turnê com o show Viva Elis, em parceria com o irmão João Marcello Bôscoli.

"É mágico"

Além dos shows de Maria Rita interpretando Elis, o projeto inclui documentário, um livro e exposição multimídia itinerante, reconstituindo a trajetória da Pimentinha. A mostra já tem data marcada em Porto Alegre: de 10 de junho a 15 de julho, na Usina do Gasômetro. Quanto a começar a turnê aqui, Maria Rita é pura expectativa:

– Toda vez que venho cantar aqui, é uma emoção diferente. É mágico. Na primeira vez que me apresentei em Porto Alegre, estava grávida, mas ninguém sabia. Em um momento do show, alguém gritou "gaúcho!", e eu chorei. Me sinto muito bem-vinda aqui, estou ansiosa para subir ao palco.

E a cantora admite: adora o tal do orgulho gaúcho:

– Acho o máximo essa coisa de ter bandeira em tudo que é lugar, de todos saberem cantar o hino. É sensacional, falta isto no resto do país. Sou filha de gaúcha e fico ainda mais tocada de ser tão bem recebida aqui.

Talento precoce

Elis nasceu em 17 de março de 1945, em Porto Alegre. Pimentinha, apelido dado por Vinicius de Moraes, devido ao seu temperamento explosivo e ao fato de dizer tudo o que vinha à cabeça, começou como cantora aos 11 anos, no programa O Clube do Guri, na Rádio Farroupilha (680 AM). Em 1961, viajou para o Rio, onde gravou o primeiro disco, Viva a Brotolândia.

Um dos seus momentos mais marcantes foi em 1975, com o espetáculo Falso Brilhante, que, mais tarde, originou um disco de mesmo nome, e que ficou mais de um ano em cartaz, com quase 300 apresentações, tornando-se um dos mais bem-sucedidos espetáculos da música nacional e um marco na carreira. Em 1982, com 36 anos, Elis faleceu, de overdose.

Porto-alegrenses privilegiados

O espetáculo marca a estreia da turnê nacional Viva Elis. Maria Rita lembrará canções como Imagem, O Bêbado e a Equilibrista e Tatuagem, entre outras - no total de 27 músicas. Mas ainda há mais ensaiado, como adiantou Bôscoli. Por isso, o público pode esperar surpresas.

– Elis falou sobre as questões mais sérias do seu país. Sempre tive esta homenagem dentro de mim e nunca me incomodei com comparações à mãe. O que eu rejeitava era a ideia de que estaria tentando substituí-la – afirmou Maria Rita.

Estátua no Gasômetro

Em 2009, Elis Regina ganhou uma estátua na Usina do Gasômetro. Confeccionada em bronze, a obra reproduz a gaúcha em tamanho natural, sobre uma base formada por círculos em granito verde e preto, lembrando um LP, com estrelas de metal aplicadas.

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