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Crack, nem pensar

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Categoria: Efeitos da droga(23 perguntas e respostas)
 

Quais são os "sinais" físicos que evidenciam que uma pessoa é usuária de crack?

Enviado em 08/06/2009 às 18h33
por vanessa, 19 - Bagé (RS)
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Centro de Pesquisa em Álcool e Drogas
 

Vanessa, em geral, os usuários passam a sentir-se ansiosos, mais agitados e com muita fissura (vontade de utilizar novamente a droga). Essa simples recordação do uso de crack ou de seus efeitos causam-lhes distúrbios gastrintestinais como flatulência e diarréia. Além disso, assumem comportamentos estereotipados, ou seja, é comum que movimentem, de forma vigorosa e incessante, membros físicos sem se darem conta, porém, quando conscientes, tampouco conseguem controlá-los.

Eles tendem a priorizar o uso de crack e diminuir outras atividades sociais e familiares. Costumam passar prolongado período fora de casa, gastando em média, três dias e noites inteiros destinados ao crack. Atividades sócio-sanitárias como alimentação, higiene pessoal e sono são completamente abandonadas, comprometendo o estado físico do dependente. Além disso, a venda de objetos pessoais é muito comum. O emagrecimento pronunciado e rápido e a aparência de cansaço também estão presentes, bem como o aparecimento de queimaduras e bolhas no rosto, lábios, dedos e mãos, geralmente, em função da alta temperatura necessária à queima da pedra. No entanto, quando o consumo é mais esporádico e em menor quantidade, nem sempre é fácil identificar o usuário. Um abraço, Felix Kessler

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Como surgiu o crack?

Enviado em 09/06/2009 às 09h16
por bebel, 13 - Santa Maria (RS)
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Centro de Pesquisa em Álcool e Drogas
 

Bebel, sabe-se que, no início da década de 80, pesquisadores americanos descreveram na literatura científica uma nova e potente forma de uso de cocaína — a inalação do vapor expelido da queima de pedras, manufaturadas a partir do "cozimento" da pasta básica combinada com bicarbonato de sódio. Quando queimada em um cachimbo de vidro ou outro recipiente, produzia um ruído típico de estalo, tendo sido, por isto, chamada de "crack". O seu uso neste formato permitia uma disseminação maciça da substância para o cérebro, obtendo efeitos mais estimulantes e muitíssimo prazerosos. O início de ação da droga também era rápido, porém mais fugaz, e os usuários descreviam uma "fissura" quase incontrolável quando a estavam utilizando. Os relatos iniciais sobre os indivíduos que ousavam experimentá-la descreviam-nos como "escravos" dos seus efeitos — muitos terminavam sucumbindo devido aos danos causados ao organismo. Na época, as pedras eram vendidas por aproximadamente US$ 25, segundo reportagens divulgadas nos jornais de Los Angeles e de Nova York.

A história do crack no Brasil seguiu uma trajetória semelhante, porém com um atraso de aproximadamente 10 anos em relação ao hemisfério norte. Depois da virada do milênio, vários relatos sobre esse tema foram produzidos, especialmente em São Paulo, denotando uma preocupação cada vez maior dos profissionais da saúde e pesquisadores com o uso e consequências do crack pela população. Notou-se, por exemplo, que muitos dos antigos usuários de cocaína decidiram substituir o formato injetável pela via fumada. Em função do maior custo e da dificuldade de portabilidade dos cachimbos, os usuários brasileiros engenhosamente desenvolveram uma maneira de fumar por meio do uso de latas de alumínio furadas, e com o auxílio de cinzas de cigarro que aumentam a combustão. Um abraço, Felix Kessler

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Estava acompanhando hoje no Jornal do Almoço a reportagem referente à ajuda às pessoas viciadas em crack. Me surgiu uma pergunta: qual a composição desta maldita droga, se é feita a partir de plantas misturas?

Enviado em 09/06/2009 às 13h50
por preto, 22 - Crissiumal (RS)
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Centro de Pesquisa em Álcool e Drogas
 

O crack é a transformação do pó (cloridrato de cocaína) em um cristal fumável pela adição de bicarbonato de sódio ou amônia em uma solução fervente. Quando fumada ela produz “estalos” – daí o nome “crack”.
Abraço,
Flavio Pechansky, Diretor do CPAD

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