clicRBS
Nova busca - outros

Crack, nem pensar

Envie sua pergunta sobre o crack.

Categoria: Papel da família(8 perguntas e respostas)
 

Como a família deve agir quando o dependente químico tem alta da internação? É difícil voltar a confiar, temos medo da recaída.

G, 23 - Porto Alegre (RS) Ocultar Resposta
Centro de Pesquisa em Álcool e Drogas
 

A recaída é comum em usuários de crack. O ideal é dar continuidade ao tratamento realizado na internação com o acompanhamento pós-internação realizado por um profissional especializado. Caso a família não tenha recursos financeiros, alguns cuidados tornam-se essenciais, como: não permitir contato com grupos de amigos que configuram risco; evitar locais que o usuário utilizava para o consumo da droga, prestar atenção na mudança brusca de comportamento, como irritabilidade e agressividade, entre outros. Dar apoio afetivo, mostrando-se acolhedor, mas não permissivo, é uma conduta que a família deve adquirir desde o momento inicial da saída da internação, sempre lembrando que a dependência química é uma doença crônica, portanto os cuidados devem ser mantidos ao longo da vida. Bárbara Ponzi Holmer - Psicóloga

topo
 

Há alguma maneira de internar um dependente sem que ele esteja de acordo?

Jozier, 22 - Florianópolis (SC) Ocultar Resposta
Centro de Pesquisa em Álcool e Drogas
 

Na dependência química, a crítica sobre a doença e a motivação para mudar ficam prejudicadas. Isto se deve ao próprio consumo da droga que altera a cognição, assim como a fissura intensa e aos sintomas de abstinência que impedem o individuo de interromper o uso da substância. Encontramos pessoas resistentes ao tratamento e com riscos iminentes para si, à família e a sociedade. Sendo assim, por meio do Ministério Público podemos solicitar tratamento compulsório que, conforme a avaliação médica, pode ser para internar o paciente, para permanecer internado contra sua vontade ou para tratamento ambulatorial. Esta solicitação pode ser feita por algum membro da família, e na falta deles por pessoa próxima. Durante a internação o médico assistente encaminha a solicitação com a autorização do familiar ou responsável. É sempre bom relembrar, no entanto, que se deve esgotar todas as tentativas de diálogo com o dependente químico para auxiliá-lo a ver os benefícios de um período de tratamento em regime hospitalar.  Vilma Rodriguez - Psiquiatra

topo
 

Sou casada e tenho dois filhos com uma pessoa que é viciada em maconha e já teve várias recaídas com crack, mesmo ele dizendo que não quer estar nessa. O que vejo é que não tem outro jeito a não ser a internação, mas ele fala que não precisa e que não vai sair do emprego. Não posso forçá-lo a nada. Não sei o que fazer e nem mais o que dizer, pois na hora que começo a falar no assunto, nossa vida vira um inferno. Não aceito essa vida e, no entanto, não faço nada pra mudá-la. Eu preciso de ajuda.

Enviado em 22/06/2009 às 19h48
por jacqueline, 31 - Recife (PE)
Ocultar Resposta
Dra. Irma Rossa
 

Jacqueline, já deste o primeiro passo: reconheces que estás necessitando ajuda. Às vezes, quando não podemos resolver um problema é porque a solução que queremos não é a adequada. No teu caso, queres ter o teu marido de volta, mas ele não quer sair desta. Pensas que o único caminho está nas mão dele, quando a saída para a tua vida está nas tuas. Perceba que tem outras opções mas não estás conseguindo vê-las. Em nome dos teus filhos, tens o dever de ter uma vida pacífica. Eles precisam de ti e, continuando o teu comportamento de aceitação da conduta de teu marido, em breve tu também estarás doente. E aí com quem eles poderão contar?

topo
 

Meu cunhado é dependente do crack e tem uma família totalmente desestruturada. Eu praticamente o adotei. Aliás, o tenho como filho, um filho do coração. Em todos os piores momentos, estou sempre junto, tentando ajudá-lo. Meu esposo, que é irmão dele, diz que eu passo muito a mão na cabeça dele, que ajo como se ele fosse um bebê, um coitado.. Devo mudar meu jeito de tratá-lo? Abandoná-lo não será pior? Como devo agir? Pois sou a única pessoa com quem ele conta para ajudá-lo..

Enviado em 20/06/2009 às 23h39
por Rose, 38 - Florianopolis (SC)
Ocultar Resposta
Dra. Irma Rossa
 

Rose, quanta abnegação. É louvável tanto esforço e carinho, mas com tu mesma reconheces, não está funcionando. Teus familiares te apontam mudanças, mas mudar de comportamento é tão difícil quanto parar de usar drogas. Sugiro que procures ler o livro "Mulheres que amam demais" de Robin Norwood. Este livro fala de pessoas como tu, co-dependentes. Alguns grupos de ajuda mútua, como o chamado MADA, surgiram após o lançamento desta obra. Veja se encontra algum em tua cidade, senão, quem sabe se não serás a fundadora de um, onde poderás canalizar toda a tua disponibilidade e afeto?

topo
 

Gostaria de saber se tem como internar um adolescente da minha família que nega usar drogas, mas tudo indica que ele usa. O que temos que fazer para que a internação ocorra? Tem algum lugar que não paga para fazer o tratamento? Obrigada.

Enviado em 22/06/2009 às 17h50
por Gaucha, 19 - Caxias do Sul (RS)
Ocultar Resposta
Dra. Irma Rossa
 

Primeiro de tudo, entenda Gaucha, que nem sempre a internação está indicada, sobretudo quando não se tem a certeza do uso de drogas. A conduta mais adequada seria levá-lo a um serviço, tipo CAPSAD que existe aí em Caxias do Sul, onde poderá ser avaliado se ele está ou não usando drogas e qual o melhor tipo de tratamento. Nestes locais, o tratamento é sem custo, pois são parte do SUS. Existem laboratórios que, examinando a urina da pessoa, podem detectar se ela usou ou não alguma droga. Se tiveres interesse, podes localizá-los pela internet.

topo
 

Quando a família descobre que o seu filho está consumindo crack, qual o primeiro passo? Procurar ajuda de um médico ou o apoio de uma instituição de apoio a dependentes químicos? Qual a forma mais eficaz?

Enviado em 22/06/2009 às 08h46
por Marcelo, 35 - Uruguaiana (RS)
Ocultar Resposta
Centro de Pesquisa em Álcool e Drogas
 

O ideal é a família procurar algum tipo de apoio de tratamento, seja médico ou psicológico, ou mesmo uma instituição de atendimento social. Equipes treinadas podem avaliar melhor a necessidade de tratamento, e consequentemente determinar as melhores opções para tal. O que parece funcionar melhor para o atendimento de dependentes de crack é o atendimento em longos períodos combinando desintoxicação hospitalar, seguida por internação psiquiátrica e acompanhamento em comunidades terapeuticas de longa duração com supervisão médica e de equipes multidisciplinares treinadas. Dr. Flavio Pechansky

topo
 

Olá! Tenho um primo de 18 anos que é usuário de crack já faz algum tempo. Não sei bem há quanto tempo. Ele já está na fase de trocar roupas e sapatos pela pedra. Minha tia e avó já não sabem mais o que fazer para controlá-lo... Estou querendo ajudar, mas não sei como abordá-lo sem afastá-lo mais da gente. Por enquanto, ele não está agressivo, mas meu medo é que ele venha a fazer mal para meus avós. Principalmente para minha avó que é a pessoa mais vulnerável às suas investidas quando precisa de dinheiro. Como posso contribuir para que meu primo saia dessa numa boa antes que seja tarde demais para alguém? Agradeço desde já a atenção!

Enviado em 19/06/2009 às 00h58
por alessandra, 28 - porto alegre (RS)
Ocultar Resposta
Dra. Irma Rossa
 

Alessandra, uma tentativa que pode surtir efeito é conversar com teu primo em um momento em que não tenha usado a droga, mostrando o quanto vocês se preocupam com ele. Tente não fazer acusações, mostre apenas o desconforto e a preocupação de vocês. Quem está mais próximo tem que receber ajuda e instruções sobre como lidar com o problema. Às vezes temos que tomar medidas drásticas como uma internação, mesmo contra a vontade do paciente, para proteger seus familiares. Se achares que este é o caminho, ele deve ser levado ao Pronto Atendimento em Saúde Mental do IAPI ou da Vila Cruzeiro, o que for de mais fácil acesso.

topo
 

Se os país tiverem passando por uma crise em casa, seu filho pode começar a usar a droga?

Enviado em 08/06/2009 às 22h39
por dé, 14 - soledade (RS)
Ocultar Resposta
Dra. Irma Rossa
 

Dé, até pode, mas não deve. O problema entre os pais não deve servir de desculpas para a pessoa se castigar. Ë importante separar o que é problema dos pais do que é problema dos filhos. Adultos também se atrapalham em suas relações, e o que os pais menos querem é que seus problemas afetem seus filhos. Imagine como não ficariam culpados se, ao viverem uma crise, ela tivesse uma repercussão tão pesada. E pense bem: já estão complicados, coitados se tiverem que lidar com mais este problema! Às vezes os adolescentes têm que ser mais sábios que os pais.... Abraços, Dra. Irma.

topo

Grupo RBS Dúvidas Frequentes | Anuncie | Trabalhe no Grupo RBS
© 2010 clicRBS.com.br ? Todos os direitos reservados.