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Crack, nem pensar

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Categoria: Recuperação(42 perguntas e respostas)
 

Conheço uma pessoa que consumiu o crack por mais ou menos 6 meses e está numa fazenda de reabilitação para um tratamento de 9 meses. O mesmo já teve outros históricos como uso de álcool e outros tipos de droga. É possível a pessoa que se envolve com o uso do crack se livrar completamente do vício?

Enviado em 13/06/2009 às 14h22
por Cristina, 25 - Porto Alegre (RS)
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Centro de Pesquisa em Álcool e Drogas
 

Sim, é possível. Através de diferentes etapas de tratamento como as descritas por você. É uma tarefa árdua tanto para pacientes como para seus familiares, mas a recuperação é possível. Abraços, Dr. Flavio Pechansky.

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Tenho um parente que é viciado em crack. Ele foi preso há 6 meses. É possível que nesse período ele tenha se livrado do vício? Segundo ele, na cadeia onde ele está, não há consumo de drogas pelos detentos.

Enviado em 11/06/2009 às 20h25
por Antonio , 35 - Ribeirão Preto (SP)
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Centro de Pesquisa em Álcool e Drogas
 

Caro Antonio, livrar-se da dependência não depende apenas de afastar-se fisicamente da droga. É importante, associado a isso, o tratamento com profissionais especializados, além de grupos de auto-ajuda. Ficar longe da droga é um passo importante, mas há outros a seguir. Abraços, Dr. Flavio Pechansky.

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Qual o índice de recuperação de um usuário de crack? Meu filho está em uma clínica que segue o programa das fazendas. Ele deve permanecer nove meses internado (completou o quarto mês, usa medicação e tem acompanhamento médico de psiquiatra e psicólogo). Ele usou a droga por mais de dois anos. Como devo proceder quando sair da clínica?

Enviado em 12/06/2009 às 14h32
por edgard, 55 - porto alegre (RS)
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Dra. Irma Rossa
 

Caro Edgar, tens que fazer algo ainda antes da saída dele da clínica. A dependência química tem vários fatores mantenedores da doença, e alguns estão relacionados com o meio familiar e o manejo da situação. Assim, sugiro que enquanto o paciente faz a parte dele, os familiares frequentem grupos de ajuda mútua tipo Amor Exigente ou Al-Anon para fortalecer as atitudes positivas e receber o paciente. Não há ainda estatísticas que apontem os índices de recuperação, mas estamos cada vez mais confiantes em ajudar nossos pacientes. Espero que teu filho seja um dos que se recupere.

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Como fazer para ajudar algum usuário que encontramos na rua? Tive uma experiência não muito agradável: solicitei a ajuda de um agente de trânsito, avisei que tinha uma pessoa passando mal. Ele me disse: "É um chinelo, deixa caído aí." E agora?

Enviado em 09/06/2009 às 18h24
por carlos eduardo almeida, 42 - gravataí (RS)
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Dra. Irma Rossa
 

Carlos Eduardo, é muito triste ver pessoas sofrendo, e outras não tendo consideração por elas. Em um caso como o que contas, o ideal seria chamar a SAMU, que tem profissionais treinados para abordar estas pessoas. A Brigada Militar também presta ajuda. Algumas vezes, porém, estas pessoas que moram na rua não querem morar em outro lugar.
Abraços,

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Como fazer para ajudar algum usuário que encontramos na rua? Tive uma experiência não muito agradável: solicitei a ajuda de um agente de trânsito, avisei que tinha uma pessoa passando mal. Ele me disse: "É um chinelo, deixa caído aí." E agora?

Enviado em 09/06/2009 às 18h24
por carlos eduardo almeida, 42 - gravataí (RS)
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Dra. Irma Rossa
 

Carlos Eduardo, é muito triste ver pessoas sofrendo, e outras não tendo consideração por elas. Em um caso como o que contas, o ideal seria chamar a SAMU, que tem profissionais treinados para abordar estas pessoas. A Brigada Militar também presta ajuda. Algumas vezes, porém, estas pessoas que moram na rua não querem morar em outro lugar.
Abraços,

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Sou usuária há dois anos. Quero muito ter um filho agora. Meu marido está nesse vício há seis anos. Não queremos magoar ninguém da família e queremos sair sozinhos dessa. Será que, se eu engravidar agora, corro o risco de ter um filho doente, mesmo que eu largue a droga?

Enviado em 17/06/2009 às 15h31
por jake, 20 - caxias do sul (RS)
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Dra. Irma Rossa
 

Jake, que bom que vocês querem largar a droga. Façam isto por vocês mesmos, mas procurem ajuda. Poderás encontrar quem os ajude mantendo o sigilo. Deixe para engravidar quando voces estivem cuidando bem de vocês mesmos. Já tivemos pacientes grávidas usuárias de crack que pararam de usar e tiveram bebês sadios. Se a pessoa para antes de engravidar, é possível que não haja sequelas para o bebê. Se quiseres, posso te indicar serviços aí na tua cidade. Abraços e sucesso.

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Quando uma pessoa sai do mundo do crack, ela fica com algo no organismo? Ou com algum problema de saúde?

Enviado em 10/06/2009 às 12h03
por Bruninha, 20 - Cachoeirinha (RS)
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Dra. Irma Rossa
 

Cara Bruninha, obviamente que cada caso deve ser particularizado, pois depende das condições do individuo, do tempo de uso da droga e se durante o uso houve ou não contaminação por doenças tipo AIDS ou Hepatite C, entre outras. De modo geral, afora as consequencias emocionais, clinicamente a recuperaçao é rápida e completa, se não tiver presente as doenças infecto-contagiosas.

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Muitas famílias estão trancando seus filhos viciados em casa, para que eles não façam coisas piores na rua.  No RS, existe algum centro especial de recuperação para as pessoas que usam drogas?

Como é o acesso a esses lugares?

Enviado em 09/06/2009 às 13h36
por henrique, 13 - mostardas (RS)
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Dra. Irma Rossa
 

Todas as opções de tratamento oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) iniciam na unidade básica, isto é no PSF ou UBS ao qual a pessoa pertence. Lá, um profissional de saúde irá indicar o tratamento mais adequado e possível, respeitando as orientações quanto a territorialidade e necessidade do indivíduo. Desde que o Brasil iniciou a reforma sanitária e a luta antimanicomial, equipamentos como os Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPSad) foram instalados nos municípios do RS. Em Porto Alegre, temos quatro destes serviços, dois recentemente inaugurados. O mais antigo é o do Grupo Hospitalar Conceição, que atende usuários da Zona Norte-Eixo Baltazar. O CAPSad da Vila Cruzeiro serve aos usuários da Glória-Cruzeiro-Cristal. Os mais recentes estão instalados na Vila Nova e no IAPI. O município também oferece a opção de tratamento em Fazendas Terapêuticas, se houver a concordância do paciente para este tipo de tratamento. O acesso a este tipo de tratamento também se dá via unidade básica.

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O que fazer quando o viciado simplesmente não quer parar e não quer saber de ajuda?

Enviado em 09/06/2009 às 13h04
por Valcir, 33 - Novo Hamburgo (RS)
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Dra. Irma Rossa
 

É muito doloroso ver alguém da nossa família sofrendo e não conseguindo sair deste martírio auto-imposto. Às vezes, o tratamento começa pelos familiares. Temos vários exemplos de pacientes que foram buscar ajuda depois dos familiares mudarem de atitude. Muitas vezes, na tentativa de perssuadir alguém a tratar-se, tomamos atitudes que são contraproducentes, oscilando entre raiva e culpa. Grupos de ajuda mútua, como Amor exigente ou Al-Anon, podem ser um bom inicio de modificação deste círculo vicioso.

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Qual é o tratamento adequado para o dependente químico (crack) quando ele é a incapaz de decidir-se por conta própria? O que fazer, já que sabemos que sem a desintoxicação o paciente não adere ao programa?

Enviado em 09/06/2009 às 04h40
por Fernando, 49 - Poa (RS)
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Centro de Pesquisa em Álcool e Drogas
 

Nesse caso, é recomendada uma internação compulsória. Não é possível tratar um paciente que não esteja desintoxicado, pois do ponto de vista mental ele é incapaz de compreender um tratamento.

Abraço,
Flavio Pechansky, Diretor do CPAD

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