Conteúdo: cracknempensar | 23/11/2010 06h21min
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O combate à droga que se tornou um flagelo social ganha nova ofensiva a partir desta terça-feira em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul com a criação do Instituto Crack Nem Pensar. Formada por sete entidades públicas e privadas dos dois estados, a organização irá produzir conhecimento, ampliar a rede de parcerias e fomentar ações qualificadas contra o crack.
A solenidade de assinatura do protocolo de cooperação será às 11h, no Salão Nobre do Grupo RBS, em Porto Alegre, com a presença dos parceiros. O instituto reforçará a campanha Crack, Nem Pensar, que vem sendo promovida desde maio de 2009 pelo Grupo RBS, mobilizando catarinenses e gaúchos.
Com sede inicial em Porto Alegre, o instituto é fundado no momento de maior repressão policial e de conscientização das pessoas sobre os malefícios da droga. O Instituto Crack Nem Pensar será uma organização de direito privado, sem fins lucrativos. Nasce para gerar conhecimento sobre o tema, capacitar agentes sociais no enfrentamento à droga, articular redes de atuação e subsidiar políticas públicas.
A gerência, a estrutura e o modelo de operação serão detalhados em breve. Será um desdobramento da campanha Crack, Nem Pensar, cujos objetivos foram superados, na avaliação do presidente do Grupo RBS, Nelson Sirotsky:
— A campanha contra o crack alcançou um resultado extraordinário nos dois Estados e agora é uma luta de todos. Estamos muitos satisfeitos em ver que a grande mobilização da sociedade será mantida por meio do Instituto Crack Nem Pensar, uma instituição que nasce para reduzir a carência de informações e treinamento sobre as drogas no país e, tenho certeza, em breve será uma referência nacional para profissionais da área.
As estatísticas mostram que as campanhas como o Crack, Nem Pensar despertaram a sociedade, que passou a aumentar a pressão por soluções junto às autoridades. A guerra contra o crack se intensificou nos dois últimos anos. Segundo policiais e especialistas, a captura de traficantes, aliada ao desmantelamento de quadrilhas especializadas e de receptadores, reduz furtos e roubos porque tira das ruas os responsáveis por trocar os produtos dos crimes por droga.
O Instituto Crack Nem Pensar pretende amplificar o mutirão social na luta contra a droga. Uma das primeiras medidas será instalar o Observatório sobre o Crack e outras Drogas, um centro de referência que contará com um banco de dados para mapear as práticas em Santa Catarina, no Rio Grande do Sul e no país. Todas as informações que forem mapeadas serão centralizadas em um site, com indicadores sobre o assunto.
Campanha embala SC e RS
Lançada em maio de 2009, a campanha Crack, Nem Pensar mobilizou as comunidades de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul contra a droga que transforma jovens em mendigos, arrasa famílias e aciona o gatilho da violência. Teve o mérito de unir sociedade, instituições, especialistas e autoridades no enfrentamento ao que já é qualificado como epidemia pelo seu poder devastador.
A campanha serviu para alertar para um quadro assustador: o crack vicia de imediato, liquida a saúde, humilha seus dependentes e apresenta um índice de recuperação quase nulo. A conscientização e as ações concretas nortearam a campanha. As peças publicitárias expressam, por meio de imagens impactantes, situações de destruição física e moral.
| Organizações que formarão o Instituto Crack Nem Pensar |
| Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho |
| Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) |
| Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC) |
| Associação Catarinense do Ministério Público (ACMP) |
| Associação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (AMP/RS) |
| Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) |
| Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| As ações |
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| Calcula-se que mais de 1 milhão de automóveis, caminhões e motos circularam com o adesivo Crack, Nem Pensar |
| Cerca de 250 mil cartilhas foram distribuídas em escolas |
| Comunicadores, comentaristas e colunistas do Grupo RBS foram às ruas para divulgar a campanha |
| Em 2010, na segunda fase, foram distribuídas pulseiras de silicone emborrachado, nas corescinza, vermelho e preto, com a inscrição Crack, Nem Pensar |
| Sob coordenação da Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho, o Portal Social contempla 20instituições com projetos antidrogas. O benefício é de até R$ 20 mil |
| Sobre a campanha |
| Nelson Sirotsky Presidente do Grupo RBS |
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| "A campanha contra o crack alcançou um resultado extraordinário nos dois estados e agora é uma luta de todos. Estamos muitos satisfeitos em ver que a grande mobilização da sociedade será mantida por meio do Instituto Crack Nem Pensar". |
| Sérgio Junkes Presidente interino da Associação dos Magistrados Catarinenses |
| "Foi uma forma de despertar a sociedade para a gravidade da epidemia gerada pelo consumo de crack e de contribuir, tanto para resolver quanto para prevenir, esse que é um dos piores problemas enfrentados na atualidade. Para o Judiciário, é uma angústia muito grande lidar todos os dias com os jovens e os adolescentes que prejudicam as suas vidas e dos demais por causa desse vício". |
| Enio Luiz Pedrotti Secretário de Relações Institucionais e Internacionais da UFSC |
| "A iniciativa desmascarou o crack e colocou o assunto na mesa de cada família. Poucos sabiam que viciava na primeira vez, poucos tinham refletido sobre que droga era essa. A universidade entrou nesta parceria porque é uma instituição onde há jovens que podem disseminar essa questão. Com a fundação do instituto, a campanha passa a ter uma abrangência maior, com capacidade de buscar mais recursos para desenvolver projetos junto às comunidades". |
| Rui Carlos Kol Schiefler Presidente da Associação Catarinense do Ministério Público |
| "É preciso ressaltar que a campanha é muito oportuna para chamar a atenção dos pais, das crianças e da sociedade para um assunto que está envolvido diretamente com os problemas de violência e criminalidade. De todas as drogas, o crack é a mais devastadora. Transformar a campanha em um instituto conquistou o nosso apoio porque a entidade tem o maior interesse em erradicar esse mal". |
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